quarta-feira, 11 de abril de 2012

Acre registra 14 casos de gripe H1N1 entre indígenas e antecipa vacinação

O Instituto Evandro Chagas (IEC), de Belém (PA), analisou 31 amostras coletadas na aldeia Nova Grota, no município de Feijó (AC), e confirmou 14 casos de gripe H1N1 entre indígenas da etnia kaxinawá. A gripe H1N1, ou influenza A, é provocada pelo vírus H1N1 da influenza do tipo A.

Por causa dos casos de gripe H1N1 entre os indígenas, o Ministério da Saúde decidiu antecipar, no Acre, a campanha nacional de vacinação contra a gripe sazonal ou gripe comum, marcada para ocorrer entre os dias 5 e 25 de maio.

- A vacina será encaminhada para o Acre e Amazonas, sendo que o Acre tem prioridade por conta do surto de gripe H1N1. Assim que recebermos, vamos antecipar a campanha de vacinação de indígenas por conta dessa positividade de casos – disse a gerente da Vigilância Epidemiológica em Saúde, Izanelda Magalhães.


A situação é criticada duramente pelo coordenador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na Amazônia Ocidental, Lindomar Padilha.

- A constatação de casos de gripe H1N1 entre os índios expõe, mais uma vez, a fragilidade e o abandono da saúde indígena no Acre. Abandono e descaso. Recentemente, na região do Purus, também no Acre, 22 crianças morreram de, pasmem, diarréia – afirmou Padilha.

A gripe H1N1 decorre da combinação de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da gripe suína, que infectaram porcos simultaneamente.
O novo subtipo do vírus da influenza é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal forma de transmissão não é pelo ar, mas pelo contato com superfícies contaminadas.

Os sintomas da influenza A (H1N1) e da gripe comum são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza.


Fonte: Terra

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